Que plano de desenvolvimento é que temos para Portugal? Alguém me pode dizer? É que realmente ainda não compreendi. Não vejo nenhum tipo de plano real e directrizes a comprir, caminhos a tomar. Continuamos como se fosse-mos um barco à deriva e à mercê de um novo governo. De 4 em 4 anos muda-se a educação, finanças, justiça, e qualquer coisa que se possa mudar do governo anterior. É uma bandalheira do caraças e nunca ninguém sabe a quantas é que anda e o que conta e o que não conta. São reformas atrás de reformas que têm de resultar passado 6 meses. Nunca se dá tempo a nada e o único plano de desenvolvimento do país que tenho visto até agora é "apertar o cinto". O plano que temos em Portugal não é de desenvolvimento, é de sobrevivência. Nunca se faz nada para melhorar, faz-se para não nos lixarmos ainda mais, e mesmo assim a cada ano que passa, o poder de compra baixa, a corrupção das grandes empresas aumenta, os impostos aumentam, a inflação sobe, o desemprego sobe, e depois dizem que o défice está controla. Os gloriosos 3 porcento ou lá o que é. Mas ninguém me explica ou dá importância que a divida externa nacional tenha aumentado neste ano mais que em qualquer outro ano!!! Como é possivel o défice baixar e a divida externa aumentar???
Já cheguei a um extremo, e por incrivel que pareça, já estou num ponto onde até gostava de ver um dos extremos na politica, Direita ou Esquerda. Não me interessa, tou-me a cagar. Seja quem for, menos estes centristas que nada fizeram de bom para Portugal e que só muda as moscas, mas a merda é a mesma.
terça-feira, agosto 05, 2008
sexta-feira, junho 20, 2008
terça-feira, junho 17, 2008
Um belo objectivo na vida
Digo-vos o que é um bom objectivo na vida.
É estar a trabalhar no escritório e entra a PJ a perguntar por mim.
Depois chegarem ao meu pé e dizerem a alto e bom som que estou preso por lenocínio, e eu, com muita calma pegar no meu chapéu de veludo roxo com uma pena verde, sacar da minha bengala com diamantes e seguir os inspectores com um andar característico de chulo...e só aí, é que toda a gente apercebia-se o porquê de eu me vestir assim.
É estar a trabalhar no escritório e entra a PJ a perguntar por mim.
Depois chegarem ao meu pé e dizerem a alto e bom som que estou preso por lenocínio, e eu, com muita calma pegar no meu chapéu de veludo roxo com uma pena verde, sacar da minha bengala com diamantes e seguir os inspectores com um andar característico de chulo...e só aí, é que toda a gente apercebia-se o porquê de eu me vestir assim.
Porto na Liga dos Campeões! Porquê?
Para os benfiquistas que andam com dificuldades em compreender o porquê da UEFA permitir a entrada do Porto na Liga dos Campeões, eu faço-vos um desenho.
O Porto supostamente tentou comprar árbitros em 2003, a Lei da UEFA de impedir a participação de clubes condenados em casos de corrupção em provas da UEFA é de 2007.
A lógica de condenar o Porto com uma lei de 2007, por um crime de 2003, tem a mesma lógica que receberem hoje em casa uma multa por fumar num bar em 1990.
Acho que não consigo explicar melhor...
O Porto supostamente tentou comprar árbitros em 2003, a Lei da UEFA de impedir a participação de clubes condenados em casos de corrupção em provas da UEFA é de 2007.
A lógica de condenar o Porto com uma lei de 2007, por um crime de 2003, tem a mesma lógica que receberem hoje em casa uma multa por fumar num bar em 1990.
Acho que não consigo explicar melhor...
quarta-feira, junho 04, 2008
Vantagens do acordo....
Isto é para quem tem mais de 24 anos:
Falam mal do acordo ortográfico?
Acham-no ridículo?
Aposto que se tivessem 7 anos e estivessem na 3ªclasse no princípio dos anos oitenta, estariam muito agradecidos por este acordo. Era da maneira que não apanhavam tantas réguadas devido aos erros nos ditados.
Falam mal do acordo ortográfico?
Acham-no ridículo?
Aposto que se tivessem 7 anos e estivessem na 3ªclasse no princípio dos anos oitenta, estariam muito agradecidos por este acordo. Era da maneira que não apanhavam tantas réguadas devido aos erros nos ditados.
quarta-feira, maio 28, 2008
Ainda sobre esses "jornalistas"
Ainda sobre esses "jornalistas" da merda que existe neste país.
Encontrei à uns tempos um documentário interessante no youtube, sobre aquele famoso "arrastão" da praia de carcavelos. É interessante (para aqueles que já não se tinham apercebido) ver a maneira como se faz "jornalismo" em Portugal:
1ª Parte
2ª Parte
3ª Parte
4ª Parte
Encontrei à uns tempos um documentário interessante no youtube, sobre aquele famoso "arrastão" da praia de carcavelos. É interessante (para aqueles que já não se tinham apercebido) ver a maneira como se faz "jornalismo" em Portugal:
1ª Parte
2ª Parte
3ª Parte
4ª Parte
Preço dos combustiveis 2
Ainda sobre o preço dos combustíveis...tenho um amigo que foi ainda esta semana à Alemanha e reparou que os preços dos combustíveis estavam ao mesmo nível que aqui em Portugal. E até se pode dizer, "ah e tal, também têm os preços altos", e eu digo "ah e tal, recebem 3 vezes o que recebemos". Não, não tou a ser contraditório em relação ao post anterior. O problema de pagarmos o combustível ao mesmo preço que os alemães pagam já vem detrás, não é de agora, e os aumentos foram iguais para todos, mas lá que me faz pensar faz.
Os preços em Portugal por alguma razão são sempre inflaccionados, seja de combustível seja de outra coisa qualquer. Então, sendo nós pobrezinhos, não deveríamos ter os preços mais baratos? Ainda este fim-de-semana estava numa loja e estavam uns espanhóis por lá e passou uma a dizer que era tudo muito caro, e por uma vez, tenho de concordar com um espanhol. Esta é daquelas vezes que devíamos olhar para o nosso vizinho. Porque caralho é que o preço das coisas é sempre mais barato lá? O IVA? Não me venham com merdas que já antigamente era mais barato. Temos preços astronómicos dos bens essenciais, com os ordenados de merda que temos. É suposto termos uma boa economia assim? Os preços são altos, os lucros das empresas são altos, e a classe média começa a desaparecer...que bonito. Um fosso enorme entre os ricos que são cada vez mais ricos, e os pobres que cada vez são mais pobres. Receita perfeita para o 3º mundismo...
Os preços em Portugal por alguma razão são sempre inflaccionados, seja de combustível seja de outra coisa qualquer. Então, sendo nós pobrezinhos, não deveríamos ter os preços mais baratos? Ainda este fim-de-semana estava numa loja e estavam uns espanhóis por lá e passou uma a dizer que era tudo muito caro, e por uma vez, tenho de concordar com um espanhol. Esta é daquelas vezes que devíamos olhar para o nosso vizinho. Porque caralho é que o preço das coisas é sempre mais barato lá? O IVA? Não me venham com merdas que já antigamente era mais barato. Temos preços astronómicos dos bens essenciais, com os ordenados de merda que temos. É suposto termos uma boa economia assim? Os preços são altos, os lucros das empresas são altos, e a classe média começa a desaparecer...que bonito. Um fosso enorme entre os ricos que são cada vez mais ricos, e os pobres que cada vez são mais pobres. Receita perfeita para o 3º mundismo...
Preço dos combustiveis
Se existe uma coisa que gosto de fazer, é ver as notícias nos canais de outros países. E opções não nos falta hoje em dia em cada tv por cabo. Temos a Sky news, CNN, TVE...umas poucas.
Ultimamente fala-se no aumento dos combustíveis,e acho engraçado, que não dêem nas nossas notícias que estão a haver manifestações em todos os países contra o aumento dos combustíveis. Espanta-me ainda mais, o porquê de quererem fazer parecer que só em Portugal é que aumenta, e que nos outros países isso não está a acontecer. Estão a haver grandes manifestações de camionistas no Reino Unido por causa do preço excessivo dos combustíveis mas isso já não interessa passar no telejornal. Porquê? Porque isso só faria as pessoas verem que não somos sempre os coitadinhos e explorados, e notícias que trazem serenidade e compreensão, são notícias que não trazem audiências.
Também houve outra notícia muito publicitada nos telejornais sobre a greve dos pescadores, devido ao preço dos combustíveis. O que "falhou" aos jornalistas da treta foi dizer que isto foi um protesto concertado com vários países como a França e Espanha. Óbvio que isso não interessa...só aqui é que os preços estão tão mal...nós é que somos os coitadinhos...nós é que isto, nós é que aquilo.
DEIXEM DE NÓS RETRATAR COMO COITADINHOS E EXPLORADOS!!!
Já o somos por natureza, não é preciso extrapolar.
Ultimamente fala-se no aumento dos combustíveis,e acho engraçado, que não dêem nas nossas notícias que estão a haver manifestações em todos os países contra o aumento dos combustíveis. Espanta-me ainda mais, o porquê de quererem fazer parecer que só em Portugal é que aumenta, e que nos outros países isso não está a acontecer. Estão a haver grandes manifestações de camionistas no Reino Unido por causa do preço excessivo dos combustíveis mas isso já não interessa passar no telejornal. Porquê? Porque isso só faria as pessoas verem que não somos sempre os coitadinhos e explorados, e notícias que trazem serenidade e compreensão, são notícias que não trazem audiências.
Também houve outra notícia muito publicitada nos telejornais sobre a greve dos pescadores, devido ao preço dos combustíveis. O que "falhou" aos jornalistas da treta foi dizer que isto foi um protesto concertado com vários países como a França e Espanha. Óbvio que isso não interessa...só aqui é que os preços estão tão mal...nós é que somos os coitadinhos...nós é que isto, nós é que aquilo.
DEIXEM DE NÓS RETRATAR COMO COITADINHOS E EXPLORADOS!!!
Já o somos por natureza, não é preciso extrapolar.
sexta-feira, maio 16, 2008
Acordo ortográfico
Encontrei este texto numa das petições on-line que por aí andam para impedir a adopção do acordo ortográfico por parte de Portugal, achei interessante partilhar:
"To: Ex.mos Senhores Primeiro-Ministro de Portugal, Ministra da Cultura, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Ministra da Educação
Tomámos conhecimento da vontade do governo português de tomar uma decisão acerca do acordo ortográfico da língua portuguesa, assinado em 1990 pelos países de língua oficial portuguesa. Tendo consultado o texto do documento (http://www.necco.ca/faq_acordo_ortografico.htm), não podemos deixar de manifestar o nosso desacordo e a nossa mais profunda indignação acerca das modificações previstas para a ortografia portuguesa que, além de contraditórias, só irão causar mais confusão para quem aprende e, mais importante, fala o português.
O próprio acordo entra em contradição variadas vezes. Está previsto que se retirem os “c’s” e os “p’s” mudos, desprezando a etimologia das palavras, mas também está previsto que se mantenham os “h’s” mudos (“homem”, “harmonia”), devido à etimologia das palavras. Onde está a coerência nisto?
Para além deste facto, a eliminação dos “c’s” e dos “p’s” mudos irá causar imensa confusão para quem aprende e fala a língua portuguesa em Portugal, visto que vai contra as regras da pronúncia do português nesse país. Isto porque, apesar de não se lerem explicitamente, os “c’s” e os “p’s” são essenciais para indicar a abertura da vogal que lhes precede. Eis alguns exemplos práticos que o demonstram claramente:
• Na palavra “cação”, o primeiro “a” é fechado; lê-se, portanto, “câ-ção”. Na palavra “facção”, o primeiro “a” é aberto pela letra “c” que lhe sucede; lê-se, portanto, “fá-ção”.
Ora, o acordo estabelece que se escreva “facção” como se escreve “cação”: “fação”. Mas nesse caso, qual a pronúncia correcta desta palavra? Segundo as regras da pronúncia do português de Portugal, deveria ler-se “fâ-ção”, visto que não há nenhum “c” que abra a vogal “a”!
• Na palavra “adoçar”, a letra “o” tem o valor de “u”; lê-se, portanto, “a-du-çar”. Na palavra “adopção”, a letra “o” é aberta pela letra “p” que lhe sucede; lê-se, portanto, “a-dó-ção”.
Ora, o acordo estabelece que se escreva “adopção” como se escreve “adoçar”: “adoção”. Mas nesse caso, qual a pronúncia correcta desta palavra? Segundo as regras da pronúncia do português de Portugal, deveria ler-se “a-du-ção”, visto que não há nenhum “p” que abra a vogal “o”!
• Na palavra “tropeção”, a letra “e” é muda; lê-se, portanto, “tru-p’-ção”. Na palavra “inspecção”, a letra “e” é aberta pela letra “c” que lhe sucede; lê-se portanto, “ins-pé-ção”.
Ora, o acordo estabelece que se escreva “inspecção” como se escreve “tropeção”: “inspeção”. Mas nesse caso, qual a pronúncia correcta desta palavra? Segundo as regras da pronúncia do português de Portugal, deveria ler-se “ins-p’-ção”, visto que não há nenhum “c” que abra a vogal “e”!
Evidentemente que poderíamos continuar com um vasto rol de exemplos, mas estes parecem-nos bastante elucidativos das graves consequências que estas modificações irão trazer. É claro que, no Brasil, a eliminação dos “c’s” e dos “p’s” não trouxe nenhuma consequência, porque os brasileiros abrem naturalmente todas as vogais! Os brasileiros lêem, naturalmente, “cação” como “cá-ção” e “adoçar” como “á-dó-çar”. Mas para os portugueses e também para os africanos dos PALOP e timorenses, que temos tendência para fechar as vogais, necessitamos da presença dos “c’s” e dos “p’s” para que possamos saber como se devem pronunciar essas palavras. (Evidentemente que a eliminação dos “c’s” e dos “p’s” em palavras em que eles não exercem a sua função não causará problemas nestes países – são exemplos as palavras “árctico”, “didáctico” e “óptimo”, em que o uso de acento agudo inutiliza o “c” e o “p”.)
Estranha e injustamente, o acordo só prevê que este sacrifício da pronúncia em primazia da ortografia se dê em Portugal, Timor e nos PALOP. Porque é que não está previsto no acordo que os brasileiros substituam o acento circunflexo das palavras “antônimo”, “tênis”, por acento agudo (“antónimo”, “ténis”)? Porque não é assim que os brasileiros pronunciam. E assim continuamos com duas ortografias diferentes no que concerne a estas palavras. Mas não era precisamente com a dupla ortografia que o acordo vinha acabar? Então e porque é que o acordo cede quando está em jogo a pronúncia brasileira e não cede quando está em jogo a pronúncia portuguesa, africana e timorense? Mais uma vez, onde está a coerência nisto?
A implementação do acordo irá causar ainda outros estranhos fenómenos, tais como a eliminação de certos “c’s” e “p’s” em Portugal, mas que se manterão no Brasil, por serem lá pronunciados. Isto acontece em palavras como “recepção” e “infecção”: escrevem-se assim no Brasil, pois os brasileiros lêem o “p” e o “c”, mas em Portugal passariam a ser escritas “receção” e “infeção” (mais uma vez, contradizendo as regras da pronúncia).
Através dos vários exemplos apresentados, parece-nos ser bem notório e visível que, ao contrário de facilitar, o acordo só vem dificultar ainda mais o ensino, a divulgação e a própria comunicação em português, além de apresentar absurdas incoerências. Uma língua não se reduz apenas à sua ortografia: há uma série de implicações directa e indirectamente inerentes a esta e que têm uma importância basilar. Se realmente se pretende alterar a ortografia, tem necessariamente de se alterar toda uma série de fundações da língua, isto para não falar na tradição etimológica e nas características próprias e intrínsecas de cada dialecto. A pronúncia é uma das, senão a base mais forte e fundamental de um idioma, e este acordo despreza-a e relega-a para um plano de fundo, pondo em causa toda a estrutura da língua e aumentando o risco do seu desmoronamento.
Pelo exposto, pode concluir-se que, não sendo por razões intrínsecas à própria língua que se promove este acordo, ele parece ter um objectivo simplesmente comercial e diplomático. Será razoável reduzir a língua portuguesa, com a sua riqueza e diversidade próprias, a uma mera moeda de troca?"
Para quem lhe interessa estas questões e quer participar em vez de resmungar sem fazer nenhum, que assine esta petição
"To: Ex.mos Senhores Primeiro-Ministro de Portugal, Ministra da Cultura, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Ministra da Educação
Tomámos conhecimento da vontade do governo português de tomar uma decisão acerca do acordo ortográfico da língua portuguesa, assinado em 1990 pelos países de língua oficial portuguesa. Tendo consultado o texto do documento (http://www.necco.ca/faq_acordo_ortogra
O próprio acordo entra em contradição variadas vezes. Está previsto que se retirem os “c’s” e os “p’s” mudos, desprezando a etimologia das palavras, mas também está previsto que se mantenham os “h’s” mudos (“homem”, “harmonia”), devido à etimologia das palavras. Onde está a coerência nisto?
Para além deste facto, a eliminação dos “c’s” e dos “p’s” mudos irá causar imensa confusão para quem aprende e fala a língua portuguesa em Portugal, visto que vai contra as regras da pronúncia do português nesse país. Isto porque, apesar de não se lerem explicitamente, os “c’s” e os “p’s” são essenciais para indicar a abertura da vogal que lhes precede. Eis alguns exemplos práticos que o demonstram claramente:
• Na palavra “cação”, o primeiro “a” é fechado; lê-se, portanto, “câ-ção”. Na palavra “facção”, o primeiro “a” é aberto pela letra “c” que lhe sucede; lê-se, portanto, “fá-ção”.
Ora, o acordo estabelece que se escreva “facção” como se escreve “cação”: “fação”. Mas nesse caso, qual a pronúncia correcta desta palavra? Segundo as regras da pronúncia do português de Portugal, deveria ler-se “fâ-ção”, visto que não há nenhum “c” que abra a vogal “a”!
• Na palavra “adoçar”, a letra “o” tem o valor de “u”; lê-se, portanto, “a-du-çar”. Na palavra “adopção”, a letra “o” é aberta pela letra “p” que lhe sucede; lê-se, portanto, “a-dó-ção”.
Ora, o acordo estabelece que se escreva “adopção” como se escreve “adoçar”: “adoção”. Mas nesse caso, qual a pronúncia correcta desta palavra? Segundo as regras da pronúncia do português de Portugal, deveria ler-se “a-du-ção”, visto que não há nenhum “p” que abra a vogal “o”!
• Na palavra “tropeção”, a letra “e” é muda; lê-se, portanto, “tru-p’-ção”. Na palavra “inspecção”, a letra “e” é aberta pela letra “c” que lhe sucede; lê-se portanto, “ins-pé-ção”.
Ora, o acordo estabelece que se escreva “inspecção” como se escreve “tropeção”: “inspeção”. Mas nesse caso, qual a pronúncia correcta desta palavra? Segundo as regras da pronúncia do português de Portugal, deveria ler-se “ins-p’-ção”, visto que não há nenhum “c” que abra a vogal “e”!
Evidentemente que poderíamos continuar com um vasto rol de exemplos, mas estes parecem-nos bastante elucidativos das graves consequências que estas modificações irão trazer. É claro que, no Brasil, a eliminação dos “c’s” e dos “p’s” não trouxe nenhuma consequência, porque os brasileiros abrem naturalmente todas as vogais! Os brasileiros lêem, naturalmente, “cação” como “cá-ção” e “adoçar” como “á-dó-çar”. Mas para os portugueses e também para os africanos dos PALOP e timorenses, que temos tendência para fechar as vogais, necessitamos da presença dos “c’s” e dos “p’s” para que possamos saber como se devem pronunciar essas palavras. (Evidentemente que a eliminação dos “c’s” e dos “p’s” em palavras em que eles não exercem a sua função não causará problemas nestes países – são exemplos as palavras “árctico”, “didáctico” e “óptimo”, em que o uso de acento agudo inutiliza o “c” e o “p”.)
Estranha e injustamente, o acordo só prevê que este sacrifício da pronúncia em primazia da ortografia se dê em Portugal, Timor e nos PALOP. Porque é que não está previsto no acordo que os brasileiros substituam o acento circunflexo das palavras “antônimo”, “tênis”, por acento agudo (“antónimo”, “ténis”)? Porque não é assim que os brasileiros pronunciam. E assim continuamos com duas ortografias diferentes no que concerne a estas palavras. Mas não era precisamente com a dupla ortografia que o acordo vinha acabar? Então e porque é que o acordo cede quando está em jogo a pronúncia brasileira e não cede quando está em jogo a pronúncia portuguesa, africana e timorense? Mais uma vez, onde está a coerência nisto?
A implementação do acordo irá causar ainda outros estranhos fenómenos, tais como a eliminação de certos “c’s” e “p’s” em Portugal, mas que se manterão no Brasil, por serem lá pronunciados. Isto acontece em palavras como “recepção” e “infecção”: escrevem-se assim no Brasil, pois os brasileiros lêem o “p” e o “c”, mas em Portugal passariam a ser escritas “receção” e “infeção” (mais uma vez, contradizendo as regras da pronúncia).
Através dos vários exemplos apresentados, parece-nos ser bem notório e visível que, ao contrário de facilitar, o acordo só vem dificultar ainda mais o ensino, a divulgação e a própria comunicação em português, além de apresentar absurdas incoerências. Uma língua não se reduz apenas à sua ortografia: há uma série de implicações directa e indirectamente inerentes a esta e que têm uma importância basilar. Se realmente se pretende alterar a ortografia, tem necessariamente de se alterar toda uma série de fundações da língua, isto para não falar na tradição etimológica e nas características próprias e intrínsecas de cada dialecto. A pronúncia é uma das, senão a base mais forte e fundamental de um idioma, e este acordo despreza-a e relega-a para um plano de fundo, pondo em causa toda a estrutura da língua e aumentando o risco do seu desmoronamento.
Pelo exposto, pode concluir-se que, não sendo por razões intrínsecas à própria língua que se promove este acordo, ele parece ter um objectivo simplesmente comercial e diplomático. Será razoável reduzir a língua portuguesa, com a sua riqueza e diversidade próprias, a uma mera moeda de troca?"
Para quem lhe interessa estas questões e quer participar em vez de resmungar sem fazer nenhum, que assine esta petição
Sócrates a fumar num avião fretado
E preocupar-se com coisas importantes em vez de andar a falar de cenas que não evoluem em nada o país? Só olha-mos para a política quando são maricadas destas que aparecem nas notícias? E que tal falar sobre coisas interessantes? Passem a merda da multa ao homem. Até parece que são todos santos, nunca atiraram lixo ao chão, nunca fumaram num sítio proibido sem ninguém saber, nunca ultrapassam os limites de velocidade, nunca estacionam em locais proibidos...o homem nunca se intitulou de infalível, de dono da moral. Já admitiu que errou e que não volta a acontecer. É suposto o homem fazer sepuku? Preocupem-se com as coisas que interessam, o dia em que ver nas notícias discussões inteligentes sobre economia, ambiente, ou coisas que interessam para a evolução de Portugal, será o dia em que ficarei descansado em relação ao futuro do nosso país. Será o dia em que saberei que a mentalidade dos portugueses evoluiu, mudou, e passou para um estado de consciência superior, em que os governantes não são o alvo das nossas frustrações, e que a nossa compreensão de país vai além do governo e começamos a compreender que para o país evoluir, é preciso que nós ajudemos.
quinta-feira, maio 15, 2008
Under Pressure
Under Pressure lyrics
Pressure pushing down on me
Pressing down on you no man ask for
Under pressure - that burns a building down
Splits a family in two
Puts people on street
It's the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming let me out
Pray tomorrow - gets me higher
Pressure on people - people on streets
Chippin' around - kick my brains around the floor
These are the days it never rains but it pours
People on streets - people on streets
It's the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming let me out
Pray tomorrow - gets me higher
Pressure on people - people on streets
Turned away from it all like a blind man
Sat on a fence but it don't work
Keep coming up with love but it's so slashed and torn
Why - why - why
Love
Insanity laughs under pressure we're cracking
Can't we give ourselves one more chance
Why can't we give love
Cos love's such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And love dares you to change our way of
Caring about ourselves
This is our last dance
This is our last dance
This is ourselves
Under pressure
Under pressure
Pressure
quarta-feira, maio 14, 2008
Divórcio à lá carte
Segundo a nova lei de divórcio que querem passar agora, podemos nos divorciar como quem vai ali dar uma cagada no relvado do vizinho, só porque ele tem os caixotes do lixo sempre à nossa porta. Obviamente que não sou o gajo com maior moral para falar disto, mas nem acho a lei actual uma boa lei, como não acho boa a lei que querem aprovar.
Hoje em dia se só um dos parceiros quer o divórcio, então, essa mesma pessoa tem de provar que tem razões para pedir esse divórcio. Agora querem que a pessoa possa pedir o divórcio só porque o gajo deixa a tampa da sanita levantada, ou porque ela prega os pensos usados na parede, na tentativa de criar uma obra de arte moderna.
É que nem 8 nem 80. Por mim para mudar a lei do divórcio, bastava mudar a perspectiva das coisas. Em vez de ter que provar que o parceiro a quem se pede o divórcio é uma merda, alguém com quem é impossivel viver, porque não fazer com que a pessoa que não quer o divórcio, ter que provar que ainda existe hipótese para a relação? Parece-me uma solução mais pacífica e mais positiva. Em vez de andarem a lavar a roupa suja em tribunal, a pessoa tem de provar o seu amor pela outra pessoa, e que a relação tem pernas para andar. Bem bem bem bem bem bem lá no fundo, sou um romântico....
Hoje em dia se só um dos parceiros quer o divórcio, então, essa mesma pessoa tem de provar que tem razões para pedir esse divórcio. Agora querem que a pessoa possa pedir o divórcio só porque o gajo deixa a tampa da sanita levantada, ou porque ela prega os pensos usados na parede, na tentativa de criar uma obra de arte moderna.
É que nem 8 nem 80. Por mim para mudar a lei do divórcio, bastava mudar a perspectiva das coisas. Em vez de ter que provar que o parceiro a quem se pede o divórcio é uma merda, alguém com quem é impossivel viver, porque não fazer com que a pessoa que não quer o divórcio, ter que provar que ainda existe hipótese para a relação? Parece-me uma solução mais pacífica e mais positiva. Em vez de andarem a lavar a roupa suja em tribunal, a pessoa tem de provar o seu amor pela outra pessoa, e que a relação tem pernas para andar. Bem bem bem bem bem bem lá no fundo, sou um romântico....
quinta-feira, abril 17, 2008
Queixinhas
Por várias vezes digo que a cultura portuguesa tem de mudar, não estou a falar de touradas, ou a corrupção ou o aborto. Tou a falar da constante mania do português rebaixar o próprio país. Os principais culpados? Os jornalistas. Claro que também temos alguma culpa, ao aceitarmos o que eles dizem como verdades absolutas, em não se procurar informar, em simplesmente se conformar em relação à informação que nos fornecem.
Essa desinformação é ainda mais gritante, quando as pessoas têm uma das ferramentas mais poderosas de informação, e simplesmente não a utilizam. Por isso, vamos utiliza-la, e começamos com a dívida externa portuguesa. É grande? Sim, é maior que o PIB português, se formos a ver as coisas como deve ser, para nos livrar-mos dela, teria-mos de hipotecar os nossos ordenados, investimentos, tudo por 1 ano e meio. Eu sei, parece brutal e já devem de estar todos a chorar por causa disso, e que é o país que temos, que mais valia fazer parte de Espanha e essas palhaçadas todas que ouvimos por aí. Mas...e os outros países para onde estamos sempre a olhar?
Pois é, parece que afinal as grandes potências económicas europeias, estão com dívidas muito mais altas que as portuguesas. Quando Portugal por cada $1 do PIB deve $1.62 , a Suiça deve $3. E a nossa vizinha, a tão cobiçada pelos ignorantes? Parece que não se safa por muito.
Depois vem a conversa das ajudas europeias. Bem...desde que entramos na zona euro em 86 que a UE tem nos dado vários apoios para o desenvolvimento, e pelo que dizem nas notícias até parece que mais ninguém recebe. Mas enganem-se. A Espanha é a maior beneficiária de fundos europeus, e logo atrás está a Alemanha, Reino Unido, França, e Portugal em termos absolutos está lá para 9º. Em termos relativos está em 6º. E em termos de PIB? Pois, os fundos europeus anuais são apenas 3% do nosso PIB. Da maneira que falam, até parece que é 30%.
Porquê é que não se fala das empresas portuguesas que estão em alta, das que abriram, das que estão a contratar muitas pessoas? Porque raio é que é notícia, o fecho de uma fábrica com 50 pessoas? Será isso notícia? Onde estão as razões para a fábrica ter fechado? Falta de negócio? Má gestão? Não, obvio que é culpa do governo e que Portugal está na merda.
Há que ver de que maneira é vemos o país, porque olhar sempre com o olhar crítico/destrutivo que costumamos olhar, em nada vai ajudar. Acho que devia de ser feita uma lei, sempre que se dissesse mal do país, seria necessário dar uma opção de melhoria. Ex: "Ái a economia está mal e é so fábricas a fechar, deviam de reduzir os preços da electricidade, água e arrendamento às empresas". Tão a ver? Fácil não é?
Essa desinformação é ainda mais gritante, quando as pessoas têm uma das ferramentas mais poderosas de informação, e simplesmente não a utilizam. Por isso, vamos utiliza-la, e começamos com a dívida externa portuguesa. É grande? Sim, é maior que o PIB português, se formos a ver as coisas como deve ser, para nos livrar-mos dela, teria-mos de hipotecar os nossos ordenados, investimentos, tudo por 1 ano e meio. Eu sei, parece brutal e já devem de estar todos a chorar por causa disso, e que é o país que temos, que mais valia fazer parte de Espanha e essas palhaçadas todas que ouvimos por aí. Mas...e os outros países para onde estamos sempre a olhar?
| #1 | Ireland: | $7.58 per $1 of GDP | |
| #2 | Liberia: | $7.14 per $1 of GDP | |
| #3 | São Tomé and Príncipe: | $5.13 per $1 of GDP | |
| #4 | United Kingdom: | $3.87 per $1 of GDP | |
| #5 | Guinea-Bissau: | $3.36 per $1 of GDP | |
| #6 | Netherlands: | $3.29 per $1 of GDP | |
| #7 | Belgium: | $3.01 per $1 of GDP | |
| #8 | Switzerland: | $3.00 per $1 of GDP | |
| #9 | Hong Kong: | $2.90 per $1 of GDP | |
| #10 | Austria: | $2.05 per $1 of GDP | |
| #11 | Mauritania: | $1.84 per $1 of GDP | |
| #12 | Burundi: | $1.83 per $1 of GDP | |
| #13 | France: | $1.73 per $1 of GDP | |
| #14 | Sweden: | $1.73 per $1 of GDP | |
| #15 | Denmark: | $1.67 per $1 of GDP | |
| #16 | Portugal: | $1.62 per $1 of GDP | |
| #17 | Spain: | $1.61 per $1 of GDP |
Depois vem a conversa das ajudas europeias. Bem...desde que entramos na zona euro em 86 que a UE tem nos dado vários apoios para o desenvolvimento, e pelo que dizem nas notícias até parece que mais ninguém recebe. Mas enganem-se. A Espanha é a maior beneficiária de fundos europeus, e logo atrás está a Alemanha, Reino Unido, França, e Portugal em termos absolutos está lá para 9º. Em termos relativos está em 6º. E em termos de PIB? Pois, os fundos europeus anuais são apenas 3% do nosso PIB. Da maneira que falam, até parece que é 30%.
Porquê é que não se fala das empresas portuguesas que estão em alta, das que abriram, das que estão a contratar muitas pessoas? Porque raio é que é notícia, o fecho de uma fábrica com 50 pessoas? Será isso notícia? Onde estão as razões para a fábrica ter fechado? Falta de negócio? Má gestão? Não, obvio que é culpa do governo e que Portugal está na merda.
Há que ver de que maneira é vemos o país, porque olhar sempre com o olhar crítico/destrutivo que costumamos olhar, em nada vai ajudar. Acho que devia de ser feita uma lei, sempre que se dissesse mal do país, seria necessário dar uma opção de melhoria. Ex: "Ái a economia está mal e é so fábricas a fechar, deviam de reduzir os preços da electricidade, água e arrendamento às empresas". Tão a ver? Fácil não é?
quinta-feira, abril 03, 2008
Novo pecado mortal - Mudar de opinião
"A eurodeputada socialista Ana Gomes classificou hoje de "humor negro" os recentes elogios do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, ao líder do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim.
"Concordo com a deputada Edite Estrela, com certeza que foi dito num momento de humor, de humor negro", defendeu Ana Gomes, quando questionada pelos jornalistas sobre como reagia aos elogios de Jaime Gama a Alberto João Jardim, à margem de um debate sobre o Tratado de Lisboa, que está a decorrer em Faro."- in Publico
Realmente este Jaime Gama...então ele vai mudar de opinião sobre um assunto? Mas quem é ele para mudar de opinião sobre algo que disse à 10 ou mais anos? Quem é ele para evoluir a sua opinião, para algo além da propaganda socialista? Quem é ele para reconhecer caracteristicas boas no Alberto João Jardim? Todos sabemos que neste país não podemos elogiar o Alberto João Jardim por ter colocado a Madeira com uma das regiões mais ricas de Portugal somente atrás de Lisboa. Todos sabemos que a Madeira vive às custas do continente mesmo só recebendo 0,26% do orçamento de estado. Todos sabemos que não podemos dizer que a Madeira tem um nivel de produtividade só ultrapassado por Lisboa. Todos sabemos que não podemos dizer que a Madeira é 2,8% do PIB português. Todos sabemos que o AJJ é um ditador, que é votado pelo povo madeirense, em eleições livres, com constantes maiorias absolutas.
Se todos nós sabemos isto...porque caralho é que então este caramelo foi mudar a sua opinião???
"Concordo com a deputada Edite Estrela, com certeza que foi dito num momento de humor, de humor negro", defendeu Ana Gomes, quando questionada pelos jornalistas sobre como reagia aos elogios de Jaime Gama a Alberto João Jardim, à margem de um debate sobre o Tratado de Lisboa, que está a decorrer em Faro."- in Publico
Realmente este Jaime Gama...então ele vai mudar de opinião sobre um assunto? Mas quem é ele para mudar de opinião sobre algo que disse à 10 ou mais anos? Quem é ele para evoluir a sua opinião, para algo além da propaganda socialista? Quem é ele para reconhecer caracteristicas boas no Alberto João Jardim? Todos sabemos que neste país não podemos elogiar o Alberto João Jardim por ter colocado a Madeira com uma das regiões mais ricas de Portugal somente atrás de Lisboa. Todos sabemos que a Madeira vive às custas do continente mesmo só recebendo 0,26% do orçamento de estado. Todos sabemos que não podemos dizer que a Madeira tem um nivel de produtividade só ultrapassado por Lisboa. Todos sabemos que não podemos dizer que a Madeira é 2,8% do PIB português. Todos sabemos que o AJJ é um ditador, que é votado pelo povo madeirense, em eleições livres, com constantes maiorias absolutas.
Se todos nós sabemos isto...porque caralho é que então este caramelo foi mudar a sua opinião???
terça-feira, abril 01, 2008
Divida da Madeira
Acho imensa piada às reacções do PS-Madeira e de vários socialistas às declarações do Jaime Gama em relação ao Alberto João Jardim. Basicamente o Jaime Gama elogiou a maneira como o AJJ governou a região autónoma e a maneira que a conseguiu evoluir com o dinheiro dado pela UE.
Obviamente tiveram que vir mil e umas pessoas falar mal do Jaime Gama.
Parece que neste país dizer que o Alberto João fez um bom trabalho na Madeira é pecado. É taboo, não se pode dizer. É BLASFÉMIA. Se ele tivesse dito que a Madeira chupa o dinheiro do continente e que o AJJ é um ditador, então já era aplaudido. Este país não é um país de verdades,é o país das verdades sabidas. Não dos factos, mas do conhecimento público. Não das provas, mas do julgamento em praça pública.
Para os ignorantes que gostam de nos chamar de chulos sempre que falam em madeirenses e, não fazem a mínima ideia do que dizem tenho aqui um documento para lerem. Veremos se repetem o que ouvem nas notícias e o que dizem para tentar atirar areia para os olhos dos portugueses e fazer da Madeira um bode expiatório:
https://www.gov-madeira.pt/madeira/conteudo/displayartigopr.do2?numero=11237
Obviamente tiveram que vir mil e umas pessoas falar mal do Jaime Gama.
Parece que neste país dizer que o Alberto João fez um bom trabalho na Madeira é pecado. É taboo, não se pode dizer. É BLASFÉMIA. Se ele tivesse dito que a Madeira chupa o dinheiro do continente e que o AJJ é um ditador, então já era aplaudido. Este país não é um país de verdades,é o país das verdades sabidas. Não dos factos, mas do conhecimento público. Não das provas, mas do julgamento em praça pública.
Para os ignorantes que gostam de nos chamar de chulos sempre que falam em madeirenses e, não fazem a mínima ideia do que dizem tenho aqui um documento para lerem. Veremos se repetem o que ouvem nas notícias e o que dizem para tentar atirar areia para os olhos dos portugueses e fazer da Madeira um bode expiatório:
https://www.gov-madeira.pt/madeira/conteudo/displayartigopr.do2?numero=11237
sexta-feira, março 28, 2008
Homem grávido
Ok, para quem não sabe da história, vieram os meios de comunicação social em histeria porque havia nos EUA um homem grávido. Mentira. Quem está gravido é uma mulher transexual que se tornou homem por meio de tratamentos mas manteve os orgãos femininos. Tem dois cromossomas X? É mulher, por isso não venham com conversas da treta. Aqui está a noticia no site da RTP e adoro o último parágrafo que vou transcrever:
"Como se sente um homem grávido? Incrível. Estou estável e seguro de mim mesmo como homem que sou. Incrível. Tecnicamente vejo-me como sucedâneo de mim mesmo, embora a minha identidade sexual seja a de varão. Eu serei o pai, Nancy a mãe e seremos uma família", confessou Beatie, questionando o que é ser "normal" para a sociedade." - in RTP
É do tipo...quem sou eu para decidir o que é normal, mas no vasto universo do "normal" e por muito grande que seja...esta merda é anormal demais para mim.
"Como se sente um homem grávido? Incrível. Estou estável e seguro de mim mesmo como homem que sou. Incrível. Tecnicamente vejo-me como sucedâneo de mim mesmo, embora a minha identidade sexual seja a de varão. Eu serei o pai, Nancy a mãe e seremos uma família", confessou Beatie, questionando o que é ser "normal" para a sociedade." - in RTP
É do tipo...quem sou eu para decidir o que é normal, mas no vasto universo do "normal" e por muito grande que seja...esta merda é anormal demais para mim.
segunda-feira, março 24, 2008
Empregada de Mesa
-Mais alguém vai querer sopa?
-Eu quero. De que é a sopa?
-De legumes.
-........mas de que legumes?
-Legumes ralados.
-.....ok, eu não vou querer.
-Eu quero. De que é a sopa?
-De legumes.
-........mas de que legumes?
-Legumes ralados.
-.....ok, eu não vou querer.
sexta-feira, março 14, 2008
Acordo ortográfico
A meu ver, é idiótico esta mudança. É a tentativa megalómana de tentar ser reconhecido na História por alguma coisa. É a mania portuguesa de tentar consertar coisas que não estão estragadas. Alguma vez na história, houve algum português que tenha pegado num livro brasileiro e não tenha compreendido ou tenha tido dificuldades na sua leitura? E vice-versa? Se nos compreendemos então para que é este acordo?
O argumento de que vai simplificar a comunicação entre os vários povos da CPLP é simplesmente ridículo. Se este acordo vai fazer alguma coisa, é complicar ainda mais a língua portuguesa, facto para fato, pêra para pera, acto para ato, etc... serão somente algumas das várias mudanças que só complicarão mais a leitura e compreensão. Já não basta a dualidade de muitas palavras na língua portuguesa? Será que queremos mais algumas?
Parece precisamente aquela ânsia portuguesa de tentar fazer algo que os outros países tentaram e que nunca conseguiram implementar, só para poder dizer que foram os primeiros. É uma simples idiotice e baboseirada dos ditos intelectuais à procura de uma glória que nunca conseguiram ter por si só.
Gostava muito de saber quais as vantagens de esta mudança...é que não as consigo encontrar.
Para quem quiser ler a anormalidade aqui está
O argumento de que vai simplificar a comunicação entre os vários povos da CPLP é simplesmente ridículo. Se este acordo vai fazer alguma coisa, é complicar ainda mais a língua portuguesa, facto para fato, pêra para pera, acto para ato, etc... serão somente algumas das várias mudanças que só complicarão mais a leitura e compreensão. Já não basta a dualidade de muitas palavras na língua portuguesa? Será que queremos mais algumas?
Parece precisamente aquela ânsia portuguesa de tentar fazer algo que os outros países tentaram e que nunca conseguiram implementar, só para poder dizer que foram os primeiros. É uma simples idiotice e baboseirada dos ditos intelectuais à procura de uma glória que nunca conseguiram ter por si só.
Gostava muito de saber quais as vantagens de esta mudança...é que não as consigo encontrar.
Para quem quiser ler a anormalidade aqui está
segunda-feira, março 10, 2008
Natalidade
Para quando incentivos à natalidade em Portugal? Reclamam que já existe mais reformados do que jovens a trabalhar e que por isso a segurança social anda de rastos, mas incentivar a que os portugueses tenham mais filhos é para o tecto.
Estes gajos que estão no governo simplesmente não pensam a longo prazo. É ridiculo a maneira como parece que andam por aqui, durante 4 anos, a ver se conseguem apenas sobreviver ao mandato. Querem baixar o défice, cortam em tudo. Criar novas oportunidades e investir? Para quê? Quando o que fizeram começar a fazer efeitos já não estão no governo e ninguém vai se lembrar que foram eles que fizeram essas reformas e investimentos. Como o que eles querem é notoriedade agora, fazem tudo a curto prazo e cagam no resto.
Apoiar a natalidade é um investimento no futuro. Daqui a 50 anos vamos estar todos na merda se não começar-mos a pinar que nem loucos. O dinheiro que andamos a descontar agora para a segurança social é dado aos reformados de agora, por isso quando chegarmos a reformados, não teremos metade das pessoas a trabalhar e a alimentar a segurança social. Fazer um incentivo à natalidade, dando dinheiro e melhores condições aos portugueses para tem mais filhos é o caminho a seguir.
O problema é tipo ciclo vicioso. Com os maus ordenados, precariedade de emprego e a dificuldade em arranjar casa própria e emprego, faz com que ninguém se aventure a ter um filho até pelo menos os 30 anos. Nessa altura têm só um filho, e com azar têm 2, tanto por não terem tempo para os educar ou por já serem muito velhos para isso. Ficamos então com uma maior natalidade nas classes mais baixas da sociedade, em que o governo não apoia, não educa, e não arranja trabalho.
2500 euros ao ano por pelo 2 ou 3 filho, por 18 anos seria o melhor que se podia fazer. E teriam 2500 euros por ano por cada filho a mais até ao 4º. Apartir do 4º também já era estar a pedir que certas famílias andassem por ai a pinar que nem loucos sem terem nenhum tipo de maneira de sustentar os filhos e de os educar. Se formos a ver que vão trabalhar 50 anos ou algo assim parecido a pagar impostos, a consumir e a criar riqueza...acho que seria um bom investimento.
Estes gajos que estão no governo simplesmente não pensam a longo prazo. É ridiculo a maneira como parece que andam por aqui, durante 4 anos, a ver se conseguem apenas sobreviver ao mandato. Querem baixar o défice, cortam em tudo. Criar novas oportunidades e investir? Para quê? Quando o que fizeram começar a fazer efeitos já não estão no governo e ninguém vai se lembrar que foram eles que fizeram essas reformas e investimentos. Como o que eles querem é notoriedade agora, fazem tudo a curto prazo e cagam no resto.
Apoiar a natalidade é um investimento no futuro. Daqui a 50 anos vamos estar todos na merda se não começar-mos a pinar que nem loucos. O dinheiro que andamos a descontar agora para a segurança social é dado aos reformados de agora, por isso quando chegarmos a reformados, não teremos metade das pessoas a trabalhar e a alimentar a segurança social. Fazer um incentivo à natalidade, dando dinheiro e melhores condições aos portugueses para tem mais filhos é o caminho a seguir.
O problema é tipo ciclo vicioso. Com os maus ordenados, precariedade de emprego e a dificuldade em arranjar casa própria e emprego, faz com que ninguém se aventure a ter um filho até pelo menos os 30 anos. Nessa altura têm só um filho, e com azar têm 2, tanto por não terem tempo para os educar ou por já serem muito velhos para isso. Ficamos então com uma maior natalidade nas classes mais baixas da sociedade, em que o governo não apoia, não educa, e não arranja trabalho.
2500 euros ao ano por pelo 2 ou 3 filho, por 18 anos seria o melhor que se podia fazer. E teriam 2500 euros por ano por cada filho a mais até ao 4º. Apartir do 4º também já era estar a pedir que certas famílias andassem por ai a pinar que nem loucos sem terem nenhum tipo de maneira de sustentar os filhos e de os educar. Se formos a ver que vão trabalhar 50 anos ou algo assim parecido a pagar impostos, a consumir e a criar riqueza...acho que seria um bom investimento.
sexta-feira, março 07, 2008
Puta que pariu
Mais 16 anos de azar... Estes mails só me fodem. Tá um gajo descansado e lá tem de vir um ensinamento lá do Dalai Lama e mais a sua praga secular dos que não remetem e-mails...
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